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Especialidades

Glaucoma

Conversando com especialistas

1. O que é o glaucoma?
Resposta: Glaucoma é uma doença do nervo óptico (“nervo da visão”) que resulta na perda gradativa e irreversível do campo de visão. Explicando de forma simplificada, pode-se dizer que o nível de pressão dentro do olho estando acima do valor adequado para este olho, acaba danificando as fibras do nervo óptico. Cada fibra é responsável por um pedaço do campo de visão que a pessoa enxerga. Portanto com a evolução do glaucoma, cada fibra do nervo óptico que é lesionada corresponde a uma parte da imagem que a pessoa deixa de enxergar.

2. Quais são os sintomas de glaucoma?
Resposta: Como há vários tipos de glaucoma e várias causas, também variam os sintomas. No tipo mais comum, o glaucoma crônico simples, o indivíduo portador de glaucoma só vai apresentar sintomas nas fases mais avançadas. Isto é, não sente dor ou outra queixa no início, quando percebe que está perdendo visão geralmente o dano instalado é grande. Portanto é muito importante o exame periódico de rotina no qual oftalmologista pode detectar alterações e fazer o diagnóstico precoce antes dos sintomas. Exemplificando outros tipos de glaucoma, como aqueles que podem aumentar repentinamente a pressão do olho (ângulo fechado, relacionado a diabetes, entre outros) causam dor ocular aguda, acompanhada de olho vermelho e visão turva. Neste casos, a pessoa deve procurar imediatamente atendimento oftalmológico pois este glaucoma é mais agressivo. Outro tipo de glaucoma muito importante é o glaucoma congênito (uma das doenças que podem ser detectadas pelo “teste do olhinho” na maternidade). A criança que nasce com glaucoma geralmente possui o olho de tamanho maior que o normal e fotofobia (“aversão a luz”). Se no desenvolvimento da criança, o pediatra ou os pais notarem alterações, também deve consultar com o oftalmologista o quanto antes.

3. Quais são os exames utilizados para o diagnóstico?
Resposta: Na suspeita de glaucoma, o médico oftalmologista procederá a investigação diagnóstica através dos seguintes exames: tonometria (medida da pressão intra-ocular); fundoscopia ou mapeamento (avaliação do nervo óptico); gonioscopia (visualização da região de escoamento da pressão), paquimetria corneana (medida da espessura da córnea que pode interferir na tonometria); campimetria computadorizada (avaliação do campo de visão); curva tensional diária (várias medidas da pressão intra-ocular); estereofotografia de papila (fotografia que permite avaliar mais detalhes do nervo óptico). Estes exames também são importantes para o acompanhamento. Além disso, há indicação de outros exames complementares em alguns casos específicos.

4. O glaucoma pode levar a cegueira?
Resposta: Sim. Por ser uma doença progressiva, o glaucoma leva a cegueira irreversível se não tratado e controlado.

5. Existe tratamento?
Resposta: Sim. O tratamento consiste na diminuição da pressão intra-ocular a níveis que evitem a progressão da doença. A principal forma de tratamento é através dos colírios anti-glaucomatosos. O laser está indicado apenas em alguns tipos específicos de glaucoma.

6. Os colírios para glaucoma são para uso contínuo pela vida toda?
Resposta: Sim. Como o glaucoma não tem cura, só o controle por toda a vida poderá evitar a cegueira. Há várias classes de colírios anti-glaucomatosos e conforme avaliação periódica, o oftalmologista pode acrescentar ou substituir por outro para alcançar este controle. Contudo, a aderência do paciente ao tratamento é indispensável para este sucesso.

7. E se o colírio não funcionar?
Resposta: Se o tratamento clínico através de colírios não for eficiente para impedir a piora do glaucoma, há possibilidade de tratamento cirúrgico. Por ser um procedimento delicado, a cirurgia de glaucoma está reservada para os casos com indicação médica do glaucomatólogo (oftalmologista especialista em glaucoma).

8. Existe uma maneira correta de pingar os colírios?
Resposta: Para que o efeito dos colírios seja melhor aproveitado é ideal seguir algumas orientações e cuidados. Para que fique mais fácil da gota cair no olho: após a lavagem das mãos, inclinar a cabeça para trás, com o dedo indicador de uma mão puxar a pálpebra inferior para baixo (esse movimento forma uma “bolsinha” embaixo do olho para a gota cair no melhor local) e com a outra mão pingar uma gota do colírio sem encostar a ponta do frasco no olho. Se a gota cair fora do olho, deve-se repetir o procedimento. Se indicado, pingar da mesma forma no outro olho. Depois deve-se fechar suavemente os olhos e ocluir o canal lacrimal (com o dedo indicador e o polegar de uma mão pressionar a parte do nariz que fica do lado de cada olho) por 1 minuto. Usar os colírios conforme o horário prescrito pelo oftalmologista. No caso de ser necessário pingar mais de um colírio no mesmo horário, deve-se aguardar um intervalo no mínimo de 15 minutos entre eles.

9. Ter familiares com glaucoma aumenta a chance de desenvolver a doença?
Resposta: Sim. A ocorrência do glaucoma é determinada por vários fatores de risco e a história familiar positiva é um dos principais. Portanto, aquelas pessoas que possuem familiares com diagnóstico ou suspeita de glaucoma devem procurar um oftalmologista. O glaucoma pode aparecer em qualquer idade, sendo mais comum após os 40 anos, logo deve-se fazer consultas de rotina (preventivas).

10. O acompanhamento do glaucoma deve ser feito periodicamente?
Resposta: Sim. Conforme o controle e o estágio do glaucoma, o oftalmologista determinará o intervalo entre as consultas que seja seguro. Pois a constante reavaliação nos retornos e acompanhamento através dos exames complementares que poderão garantir a preservação da visão.

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